sexta-feira, 20 de junho de 2008

O português

O português é o género de pessoa que fala de tudo menos do que importa e quando importa fala muitas vezes, repete-se muito, faz muitas criticas negativas mas nunca apresenta soluções.
É também aquele tipo de pessoa que vota sempre no mesmo partido esteja ele a ser bem liderado ou não, mude de valores ou de rumo, nada disso importa, porque afinal o que importa é que o voto seja nesse mesmo partido, mesmo que não valha nada, pois se votar no melhor partido, o voto que era secreto do português irá ser conhecido pelo vizinho! E o vizinho vai saber e vai contar, a rua toda vai saber e o português vai temer não poder voltar a fugir aos impostos, à segurança social ou recear que descubram que afinal é enfermeiro graças a uma cunha. Ou que meteu baixa graças a um servicinho que executou ao médico e com essa baixa foi de férias, o $ dessas ferias era afinal um dos muitos créditos que todos os anos faz para férias, morre e as suas dividas passam para os filhos, que vivem em bairros sociais e esperam que o Estado lhes pague as dividas, além de já lhes ter dado uma casa de borla. Este mesmo português é aquele virado para a moda actual, em que se vê o vizinho com a pila de fora, deita a sua também de fora, depois é capaz de a medir e acrescentar uma ponteira de escape apenas para fazer barulho enquanto mija contra o mictório.
O tipo é mesmo tão formidável que passa a vida comparar-se com os países desenvolvidos sabendo sempre que fica mal, mas nunca tenta adoptar as mesmas técnicas pois acha que isso não se aplica cá porque as leis são diferentes e que as leis não podem ser mudadas porque já foram feitas e mudar implica fazer acreditar na mudança e romper com mitos e crenças, implica limpar a poeira dos olhos e tirar as palas que o conduzem cegamente ao abismo.

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