terça-feira, 25 de novembro de 2008

Cavaco insiste no 12.º como escolaridade mínima

O Presidente da República, Cavaco Silva, voltou a insistir esta terça-feira na meta do 12.º ano como escolaridade mínima, durante um discurso em que realçou a importância da família e a colaboração entre a sociedade civil e os poderes públicos como forma de combate à exclusão.


in: Correio da Manhã

Há muito que se fala nesta ideia, mas o abandono escolar, não precisa de grandes estudiosos para perceber o que se passa, apenas precisa de que as medidas sejam tomadas.
Antes sequer de se pensar em alargar o numero de anos obrigatórios para estudos, seria fundamental resolver os problemas escolares actuais.

Avaliação dos professores, é o prato do dia, todos os dias a mesma coisa, há que tentar perceber que sim é preciso avaliar os professores, mas encontrar um modelo correcto e concordante com a maioria. Seguidamente é preciso acabar com as burocracias, o papel chave do professor é leccionar matérias, não é fazer encomendas, nem preparar reuniões. Dêem esse papel a quem é director de turma, que deixe de ser professor e passe apenas a tratar das burocracias!

As matérias leccionadas são desadequadas às necessidades, dado o estado actual do país e sem perspectivas futuras, seria importante que houvessem mais cursos profissionais, pois nem toda a gente reúne as mesmas capacidades para superar o secundário padronizado.
Criar um sistema de Bolonha para o secundário, afinal de contas se resulta para o superior, porque não resulta no secundário? Há cadeiras que nunca nos irão servir rigorosamente nada para a vida e para cultura geral, basta ver o discovery, a odisseia ou vir à internet. Eu sei que as velhas alminhas do restelo odeiam este tipo de afirmações, mas é a verdade. Os alunos são massacrados com quantidades inuteis de matéria e tantos conhecimentos para no futuro acabarem na mercearia se tiverem sorte, depois vão aplicar as equações ou os lusiadas onde?
Mesmo que acabem no superior e não estejam em cursos relacionados com educação ou matemáticas, nunca irão precisar desses conhecimentos rigorosamente para nada. (espero já um comentário de alguém que está ou fez um curso qualquer e fale do quanto precisou de saber X ou Y, pá foste tu, não foi a maioria! Mesmo que seja preciso, há livros há venda!!!)

Seguidamente é preciso perceber como se sente o aluno na escola, se não é alvo de bullying ou um bullie, se assim acontece é preciso ajudar quem precisa e retirar os bullies, sem medo nenhum, saber limpar o tojo do trigo.

Reportar à assistencia social todos os casos, retirar filhos a familias problemáticas, criar um ensino militar para ajudar a impingir valores sociais evitando que os jovens caiam nas teias do crime.
Sancionar pais negligentes e dar a todos os alunos o apoio necessário e NUNCA o facilistismo, de forma a não ter que o voltar aturar no próximo ano.

É preciso mexer dentro e fora do ensino, dar um abanão nas familias e nas escolas, e depois sim, vamos pensar no ensino obrigatório até ao 12º. Não sem antes dar estabilidade às familias, com melhores prespectivas de futuro, acabado com as cunhas, corrupção e essas coisas que tanto acompanharam Portugal no seu processo de desenvolvimento.

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