segunda-feira, 13 de julho de 2009

Ensino Superior

Abriram hoje as candidaturas à 1ª fase do acesso ao ensino superior. Curiosamente foram os cursos com mais desempregados, que mais vagas abriram. O ministro justifica que isso prende-se com o aumento da procura dos mesmos. Portanto o que os jovens irão fazer depois de saírem da faculdade, não interessa para nada, o problema é deles. Ou então o Estado tem já assegurado o rendimento de inserção social para todos.

Direito e enfermagem são dois dos cursos com mais vagas abertas, curiosamente dois dos mais saturados.
Mas vou tentar esclarecer o mito de enfermagem, sim é verdade há falta de enfermeiros no Serviço Nacional de Saúde. Não significa que não hajam enfermeiros desempregados, o que se passa resumidamente é que é preciso pagar fortunas para manter os médicos e isso tem um custo, que passa por reduções no pessoal, corta-se nos técnicos e enfermeiros, aumenta-se nos auxiliares. Problema resolvido (ou não).
Existe um grande numero de licenciados em enfermagem no desemprego e assim estarão por muitos anos ou a trabalharem de forma precária.
Abrir vagas no ensino superior para este tipo de cursos só vai continuar a congestionar o mercado e aumentar as taxas de emigração. Não que a emigração seja uma coisa negativa, pois é positivo para a formação pessoal, mas é negativo para o país que gasta dinheiro a formar os seus e no final oferece os seus conhecimentos de bandeja a terceiros, continuando com problemas internos.

Falta ainda referir o que ninguém refere, alias um comentador referiu na RTPN mas dificilmente irá poder participar nos canais nacionais gratuitos, pois ele fez menção à verdade e isso é feio. A abertura de vagas em cursos sem saídas, tem também interesses particulares das Universidades, mais propriamente dos professores. É que quanto mais alunos tiverem melhor, os professores ficam com o cargo assegurado e a faculdade recebe mais fundos, mais fundos, melhores ordenados... se oferecem saídas, isso é problema do aluno! E daí lavam as mãos.

Portanto facilita-se no ensino, dão-se computadores e acesso à internet, até preservativos querem dar mas os papás não deixam e na altura crucial da vida dos jovens, que é o acesso ao emprego, cortam-se-lhes as pernas. Mandam-se os jovens mimados e sem experiência de voo do ninho abaixo em queda livre e passam logo à fornada seguinte.

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